GloboNews corta sinal após vazar publicidade da CNN Brasil
março 26, 2020
Google Play Movies deverá oferecer centenas de filmes… com publicidade
março 27, 2020

Mercado publicitário no país evoluiu em sentidos opostos | Economia | Jornal de Angola

Agência de Propaganda em Santos

Anunciar na TV – Economia

André dos Anjos

Feitiço para empresa ganhar dinheiro

O mercado de publicidade, em Angola, contraiu ligeiramente em 2019, com o número de inserções de conteúdos nos meios de comunicação social a descer de 1.009.653 para 957.768, uma queda de 3,00 por cento em relação ao ano anterior.

De fora fica a publicidade feita em outdoors, por dificuldades de acesso aos preços de tabela praticados no mercado
Fotografia: Edições Novembro

Serviços – Os dados constam no Anuário de Media e Publicidade referente a 2019, um documento produzido pela Marktest Angola, empresa que estuda, além do comportamento do mercado publicitário no país, os níveis de adesão aos media, a audiência acumulada de véspera em Rádio e Televisão, a quota de audiência e o tempo médio de visionamento ou audiência.
De acordo com o documento, que será apresentado em Luanda, no dia 31 deste mês, a imprensa (jornais e revistas) foi, dos meios analisados, a que mais contribuiu para a retracção do mercado, com o número de inserções de publicidade a descer de 14.800 para 12.436, uma variação negativa de 16 por cento.
A seguir, surge a televisão, com uma queda de 4,5 por cento no número de inserções de publicidades, que passou de 613.020 em 2018 para 585.256. A Rádio aparece com uma variação negativa de 1,00 por cento. Apesar da queda no número de inserções, o volume de investimento na publicidade registou um crescimento global de 9,00 por cento, uma ascensão, segundo dados estatísticos a que o Jornal de Angola teve acesso, devido a uma variação positiva na Televisão de 24,6 por cento e na Rádio 1,9 em relação ao ano anterior.
No global, a cifra evoluiu de cerca de 20 mil milhões em 2018 para 21,8 mil milhões de kwanzas. Mais nominal do que real, se descontados os efeitos da inflação, sobre o crescimento do investimento resta a certeza de que “os anunciantes pagaram mais pelos espaços, mas compraram menos posições”, como faz questão de sublinhar a directora-geral da Marktest Angola, Ana Paula Pereira.
O ligeiro incremento no volume de investimento não perturba a conclusão de que os espaços vendidos nos vários suportes, de um modo geral, decresceu.

Institucional – Base de cálculos
Para apurar o valor do investimento publicitário num dado período, explica Ana Paula Pereira,

a Marktest Angola baseia-se no preço de tabela dos espaços e no número de vezes que os conteúdos são inseridos.
Admitindo que os preços de tabela são negociados entre anunciantes e fornecedores de serviços, para efeitos de análise do mercado de publicidade, o volume de investimento perde relevância em relação ao número de inserções, que “ilustra, de modo real”, como faz questão de sublinhar Ana Paula Pereira, se o espaço vendido nos vários suportes está a crescer. A publicidade feita na imprensa digital não entra nos cálculos da Marktest Angola, facto que Ana Paula Pereira justifica com a fraca adesão aos portais informativos produzidos no país e não só.
” O número de pessoas que acedem a portais de noticias no país é de tal modo reduzido que não justifica inclusão da publicidade inserida nesses suportes, na análise do mercado publicitário”, elucidou.
De fora também fica a publicidade feita em outdoors, por dificuldades de acesso aos preços de tabela praticados pelos diferentes agentes. “Qualquer especulação à volta disso conduziria a informações, no mínimo, duvidosas”, diz.
Em 2018, de acordo com o Anuário daquele ano, pelo menos em Luanda, 60,1 por cento da população já tinha acesso à Internet, sendo 57 por cento por intermédio do telemóvel, 14,3 por computador e 2,2 pelo “tablet”.
Ainda segundo o Anuário de 2018, pelo menos 84,6 por cento dos internautas, em Luanda, usam a Internet para aceder ao Facebook, 10,4 por cento o Google, 5,6 o YouTube e 5,2 o Whatsapp.
Para o acesso à Internet, de acordo com o documento, 75 por cento das pessoas utilizam os serviços da Unitel, 35,1 Movicel, 5,8 TV Cabo, 1,7 Netone, 0,6 Angola Telecom e 0,1 por cento a ACS CM Corporation. A Zap, Unitel, DSTV, BAI e TV Cabo, segundo apurou o Jornal de Angola, foram ao longo de 2019 as marcas líderes da publicidade na media.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercado-publicitario-no-pais-evoluiu-em-sentidos-opostos

O post Mercado publicitário no país evoluiu em sentidos opostos | Economia | Jornal de Angola apareceu primeiro em Lima & Santana Propaganda.

Os comentários estão encerrados.